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A alquimia considera a água como um útero, portanto a solutio como um retorno ao útero para fins de renascimento.

Jung afirma que o ego engolido é dissolvido pelo seu próprio excesso.

O agente da dissolução será um ponto de vista superior, mais abrangente, capaz de atuar como recipiente para a coisa inferior (conteúdo e continente).

Portanto o agente da solutio é, basicamente, o Si-mesmo, experimentado, quer a partir de dentro, quer como uma projeção de um indivíduo ou grupo, de fora. 

Jung: “ O ego está contido no Si-mesmo da mesma maneira que o está no universo, de que conhecemos, tão somente, a mais insignificante parcela.

O banho, o aguaceiro, o chuvisco, a natação, a imersão na água, etc são equivalentes simbólicos da solutio.

As pessoas com falta de água, são os donos da verdade, não se adaptam à outras idéias que não as suas, possuem perfil militar, são autoritários, arrogantes, céticos, não tem compaixão, se defendem ardorosamente de idéias alheias (Penteu). O excesso de água faz com que se tornem matriarcais e protetoras em excesso, adoram absorver o problema alheio, querem sempre estar com pessoas e as trata como se fossem filhos, não tem personalidade, absorvem a personalidade dos outros, são dramáticos, carentes de afeto e chantagistas emocionais, não sabem o tempo de parar de ajudar os outros. Palavras chaves: fluidez, adaptação.

Tudo que se refere a dionísios, promove antes a intensidade da experiência do que o significado claro e estruturado. É um solvente dos limites e fronteiras, trazendo vida desmesurada. Está a serviço da vida e não da segurança. Muitas síndromes clínicas tem como causa uma identificação com o princípio dionísico. Alcoolismo, drogas, são exemplos evidentes. 

O dionísico assume qualidade compulsiva quando se manifesta em uma mente dissociada. Em circunstâncias favoráveis, promove a harmonia e dissolve diferenças.
A experiência da solutio “dissolve” problemas psicológicos mediante a transferência da questão para o domínio do sentimento. Dá respostas a questões “irrespondíveis” ao dissolver a obstrução da libido de que a questão era sintoma.

Escrito por Ana Beck e faz parte da apostila da aula “A saúde e a doença na visão da alquimia”