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O aspecto essencial do sublimatio é um processo de elevação por intermédio do qual uma substância inferior se traduz em uma forma superior mediante um movimento ascendente.

Tudo que remete ao alto é sublimatio: escadas, elevadores, céu, pássaros, montanhas, etc.

Em termos psicológicos, corresponde a uma forma de lidar com um problema concreto. Fica-se “acima” dele quando o vemos objetivamente. 

A capacidade de estar acima das coisas e ver a si mesmo com objetividade é a habilidade de dissociar. Isto indica também um perigo da sublimatio. Quando levada a extremos, cada operação alquímica tem sua própria sintomatologia patológica. A capacidade de dissociação da psique é tanto a fonte da consciência do ego quanto causa da doença mental. 

Quando a matéria e o espírito são misturados num estado de contaminação inconsciente, devem ser purificados pela separação (separatio). Segundo Edinger, 2007, neste estado o espírito impuro vê tudo que seja concreto e material como o inimigo. Não há discernimento a respeito.

A falta de ar  leva à falta de discernimento, dificuldade de aprendizado por não reter informações na memória. São silenciosos, tímidos, perguntam a mesma coisa várias vezes, não gostam de atividades intelectuais, não entendem o óbvio. Pessoas com excesso de ar são sonhadoras, cheios de devaneios intelectuais, gostam de ler, absorvem informação sem limite, falam demais, querem sempre colocar seu ponto de vista, se afligem demais com os problemas por antecipá-los e criando situações que não existem. Palavras chaves: discernimento, avaliação, reformulação.

Escrito por Ana Beck e faz parte da apostila da aula “A saúde e a doença na visão da alquimia”